Inflação de Campo Grande fecha fevereiro em 0,87%, aponta IPC

Campo Grande (MS)- A inflação em Campo Grande fechou o mês de fevereiro em 0,87%, segundo o Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Uniderp. O indicador é menor que em janeiro quando foi registrado 1,47% e o mesmo mês em 2015 que ficou em 1,38%.

Segundo o coordenador do NEPES da Uniderp, Celso Correia de Souza, o percentual pode indicar “que a inflação do ano de 2016 pode ser bem menor do que a inflação acumulada em 2015, quando chegou a 11,41%”.

O índice de fevereiro foi influenciado, principalmente, pelos grupos Habitação, que registrou alta de 0,37%, e Alimentação, com índice de 0,22%.

Celso explica que “o grupo Habitação foi impactado pelo aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que afetou o consumidor também em janeiro. Já o grupo Alimentação, que influencia a inflação quase todos os meses, começou a ceder”.

O índice de preços do grupo Alimentação registou elevação de 1,06% em comparação ao mês anterior. Os produtos com maiores aumentos são cenoura (17,54%), manga (15,97%), farinha láctea (14,90%), berinjela (14,86%), beterraba (14,39%). Já as principais reduções ocorreram com: limão (-20,01%), tomate (-8,04%), costeleta suína (-7,62%), cebola (-5,42%).

Além deles, os grupos com maiores percentuais de contribuição para a inflação na capital sul-mato-grossense foram Saúde (0,14%) e Despesas Pessoais, (0,11%). 

No grupo Saúde, que fechou fevereiro com índice de 1,88%. Os produtos e serviços que influenciaram o aumento são plano de assistência médica (4,08%), exame de laboratório (1,94%), anti-infeccioso e antibiótico (1,25%). Quedas e preços ocorreram com antimicótico e parasiticida (-0,77%) e psicotrópico e anorexígeno (-0,02%).

Já no grupo Despesas Pessoais a alta no índice, de 1,19%, foi influenciada pelo ingresso de cinema (9,22%), mensalidade de clube (5,89%), hidratante (2,24%). Reduções de preço ocorreram com absorvente higiênico (-2,09%), xampu (-1,85%), papel higiênico (-1,44%).

Acumulado
A inflação acumulada nos últimos doze meses em Campo Grande, recuou para 10,51%, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5% e do centro da meta, de 4,5%. Nesse período, os vilões foram Alimentação (15,78%); Habitação (12,82%) e Educação, com 12,53%.

 

Nos dois primeiros meses de 2016, a inflação acumulada foi de 2,35%. Os maiores índices, por grupo, foram: Educação (10,01%); Saúde (2,86%); Habitação (2,46%) e Alimentação, com 2,41%. Portal G1/MS