OUÇA: MS não deve aderir estado de calamidade a exemplo dos Estados do Norte Nordeste e Centro Oeste.

Campo Grande(MS) – Reinaldo Azambuja participa  de  reunião com 20 governadores das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste para cobrar repasses e ações que minimizem a crise econômico-financeira dos Estados. No mês passado Reinaldo foi o interlocutor de grupo de governadores em reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, quando foram encaminhadas reivindicações e feita a defesa de revisão do pacto federativo. Os governadores encaminharam documento ao presidente Michel Temer e chegaram a anunciar a hipótese de decretação de estado de calamidade. Para o governador Reinaldo Azambuja, a decretação de calamidade é uma medida “muito extrema”

 

Para Reinaldo, há questões, como o problema indígena, que são de responsabilidade da União, mas estão colocadas sobre os ombros dos estados. A seu ver, se o Governo Federal assumir suas responsabilidades, a carga sobre as unidades da Federação será aliviada. O governador analisa que a situação de muitos estados é crítica, com dificuldades até para pagar servidores, mas medidas extremas não devem ajudar.  Na sua opinião, é preciso buscar solução que atenda às necessidades dos estados, mas sem também inviabilizar outras ações do Governo Federal. Os governadores de estados querem  socorro de R$ 7 bilhões nos moldes dos valores cedidos ao Rio de Janeiro e ameaçaram com a edição de decretos de calamidade pública. Mato Grosso do Sul não deve aderir em razão do encaminhamento de outras medidas que completam o conjunto de ações necessárias à estabilização do Estado.

 

Da redação

Foto; Chico Ribeiro/ Subsecom.