Mãe de Wesner vai as ruas pedir justiça pela morte violenta do filho.

Campo Grande(MS) – A justiça  ainda não aceitou o pedido de prisão do  dono e funcionário de lava a jato onde o adolescente Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, foi violentado no dia 3 de Fevereiro. Trinta pessoas  entre Parentes e amigos fazeram  protesto no Centro de Campo Grande, na manhã de Sábado(18/02).  Mãe do adolescente, a dona de casa Marasilva Moreira quer “honrar” o último pedido do filho, que queria os agressores presos. Com faixas e um cartaz com a foto de Wesner, o grupo se concentrou  na Praça Ary Coelho, e faz atos na Afonso Pena assim que os semáforos fecham.

Marasilva  disse  que apesar de o filho ter dito no hospital que perdoou os agressores, ele queria que ambos fossem para a cadeia. E tem  recebido  apoio de pessoas que nem conhece.

 Na sexta feira (17/02),  o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri,  não atendeu o pedido de prisão feito pela polícia. Na terça feira,  o mesmo pedido já havia sido negado pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal de Campo Grande. Em sua decisão, Ivo resolveu encaminhar o processo para o Tribunal do Júri, por entender que houve crime de homicídio e não agressão seguida de morte. O Juiz, Garcete afirmou que a Polícia Civil não apresentou argumento  que justificassem a prisão dos dois envolvidos.

O adolescente morreu depois de ter ficado 11 dias em recuperação na Santa Casa da Capital. O crime aconteceu em 3 de fevereiro. A morte foi causada por sangramento contínuo na altura do estômago, seguido de parada cardiorrespiratória. Lava a jato onde aconteceu o crime foi incendiado no dia 8 de fevereiro, durante a madrugada. O dono do estabelecimento, bem como o funcionário, que era amigo de infância da vítima, seguem em local protegido por conta do risco de repressões.

 

 

 

Da redação

Foto; Gerson Oliveira / Correio do Estado.