Campo Grande(MS) – Aposentados acompanharam a votação de isenção na previdência, depois de meses de protestos, na Alems enquanto policiais civis iniciaram reivindicações por reajuste salarial. A manifestação foi em frente ao prédio da Assembleia, uma parte entrou na sessão, com gritos de Polícia Civil, cumpra-se a lei e até de “arregão”, direcionada ao deputado Pedro Caravina (PSDB), que é delegado e na sessão anterior pediu para a categoria encerrar o movimento de redução da atividade. O deputado Gerson Claro disse que abrirá uma comissão para que na próxima semana possa se reunir com o governo para tentar uma solução. Ele chegou a pedir para os policiais interromperem a redução da atividade, o que não foi aceito pela categoria. Ouça o deputado Gerson Claro.
Servidores vaiaram os pronunciamentos de Claro por diversas vezes e aumentavam consideravelmente o protesto toda vez que o nome de Caravina era citado. Caravina não foi Secretário de Governo de Eduardo Riedel no primeiro ano do mandato. Deputados da base de sustentação do governo, como Roberto Hashioka (União), Rinaldo Modesto (Podemos), Pedro Kemp (PT) e Gleice Jane (PT) se pronunciaram favoráveis a reivindicação da categoria.
O outro lado; O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, SINPOL, Alexandre Barbosa disse nesta quinta feira 29 de agosto, que os agentes não prejudicam a sociedade e reclama de hora extra, de ficarem de sobreaviso por até 30 dias e da cobrança até adicional de fronteira. Os agentes querem, incorporação do chamado “vale coxinha” e mais 18% em três parcelas, além do reajuste geral anual.
Segundo Barbosa, a situação ficou ainda pior depois que o governo propôs apenas a incorporação do vale coxinha, com promessa de conversar sobre o reajuste nos próximos anos. A greve acontecerá se os servidores não tiveram retorno das reivindicações depois da reunião com a comissão e o governo, programada para a próxima semana.
João Flores Junior
Foto Investiga MS




