Campo Grande(MS) – O crescente número de casos de chikungunya em Dourados, no Mato Grosso do Sul, acende um alerta especialmente para as grávidas, porque o mosquito Aedes aegypti pode transmitir a doença ao feto. Segundo estudo da Fiocruz, publicado na Nature, revista científica britânica mais prestigiada do mundo, bebês que tiveram contato com chikungunya de forma intrauterina, ou seja, ainda na barriga da mãe, apresentaram 21% maior risco de hospitalização nos primeiros três anos de vida.
A pesquisadora Mio Kushibuchi, líder do estudo, dá detalhes. Segundo a pesquisa, as manifestações do vírus permanecem pouco estudadas quando comparadas a outras arboviroses, como a dengue e a Zika, todas transmitidas também pelo Aedes aegyptiE, entre as recomendações que o estudo traz está a maior atenção às populações vulneráveis, afirma a Mio Kushibuchi. A pesquisa foi conduzida no Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde, da Fiocruz Bahia, e por três anos – entre 2015 e 2018 – monitorou informações 1.800 crianças nascidas de mães que tiveram chikungunya durante a gestação. Atualmente o Brasil responde por quase 95% dos casos da doença registrados no Mundo. Ouça a reportagem
Da redação
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