Campo Grande(MS) – Agentes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC), do Ministério Público Estadual, estiveram na residência de Rudi, na Rua das Garças, centro da Capital, para cumprir mandados da Operação Buraco Sem Fim, Ele é um dos detidos nesta manhã desta terça feira dia 12 de maio. Também estão entre os alvos os superintendentes da Sisep, Edvaldo Aquino e Mehdi Talayhe . A Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande também é alvo. As informações iniciais são de investigação sobre o serviço de tapa-buraco e vias não pavimentadas na Capital.
Em junho de 2023, Rudi Fiorese, Mehdi Talayeh e Edvaldo também foram alvos da operação “CASCALHOS DE AREIA”, do Ministério Público Estadual (MPE). A operação saiu de Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que tramita na Promotoria de Justiça e apura a atuação de possível organização criminosa estabelecida para a prática de crimes de peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, relativos a contratos para manutenção de vias não pavimentadas e locação de maquinário de veículos junto ao Município, que ultrapassam R$ 300 milhões.
A operação teve como principal alvo a empresa ALS, do empresário André Luis Soares, conhecido como André Patrola. No total, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, incluindo documentos na Secretaria de Obras.
São cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, no Município de Campo Grande.Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando R$ 429 mil. No endereço de um servidor, havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo, R$ 233 mil.O MPE investiga organização criminosa que atua fraudando, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no Município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.
“As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”, diz nota do MPE.Segundo a investigação, entre 2018 e 2025, a empresa investigada conseguiu contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02.; Com informações do Investiga MS
Da redação
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