Nem Droga, Arma, organização traficava perfume “Árabe” do Paraguai par vender no Brasil.

Campo Grande(MS) –  Auditores-Fiscais e Analistas Tributários da Receita Federal, integrantes do Ministério Público Federal  integrantes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul realizaram na manhã desta  terça feira a Operação Perfume de Mulher  que aponta que o comércio ilegal de perfumes importados provoca prejuízos à arrecadação tributária, à livre concorrência e à economia formal.

A batida foi em uma casa  do Bairro Vivendas do Bosque, sendo quatro ligados ao Ministério Público da União e um da Receita Federal.  A investigação foca em uma  organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 300 milhões em  importação clandestina e distribuição de perfumes estrangeiros, além de evasão de divisas e lavagem de capitais.

São  16 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco. Em Campo Grande,  a ação mobilizou policiais em uma residência na Rua Antônio Maria Coelho, no bairro Vivendas do Bosque, e no Monte Castelo. A inciativa foi da 3ª Vara Federal de Campo Grande, que também determinou a apreensão de bens vinculados aos investigados até o limite de R$ 100 milhões, incluindo criptoativos.

Também foi determinada a prisão da responsável, segundo as investigações, por coordenar as atividades do grupo. Segundo a investigação a  organização seria responsável pela entrada clandestina de perfumes estrangeiros,  da linha árabe,  do Paraguai. Os produtos ingressavam no país pela região de fronteira de Ponta Porã e eram levados para depósitos clandestinos. Eram vendidos em redes sociais, marketplaces e plataformas de comércio eletrônico. Influenciadores também teriam sido usados  para divulgar os produtos. Em um dos sites atribuídos ao grupo, a empresa se apresentava como “a maior referência em perfumaria árabe do Brasil” e contava com diversas revendas no país.  Os envolvidos usavam  notas fiscais inidôneas, declarações de conteúdo falsas e diferentes pessoas jurídicas para dar aparência de legalidade às operações. Os nomes dos investigados ainda não foram anunciados pelas autoridades policiais de Mato Grosso do Sul. 

Da redação