Campo Grande(MS) – Paulo Corrêa (PR) falou pela primeira vez depois do vazamento de conversa em que ele aparece orientando o colega Felipe Orro (PSDB) a fraudar folha de ponto de servidores. O deputado se defendeu afirmando que a gravação foi ilegal, mas admitiu que usou termo errado durante a conversa. Ainda conforme o deputado que agora é alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ele procurará as “autoridades competentes” para apurar a gravação.
A ligação foi gravada por aplicativo de celular de um pastor, de quem Felipe Orro emprestou o aparelho para ligar para Corrêa, quando estava em Maracaju há um ano. O Deputado Orro voltou a se defender de que nunca fraudou folha de servidores e que possui folha abaixo da cota, e não informou quantidade de funcionários que emprega. A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Caça Fantasma, que apuraria servidores que recebem sem trabalhar, poderia ganhar força com a repercussão negativa da conversa entre os deputados.
A definição sobre abertura da CPI foi adiada porque houve pedido de vistas. Presidente da Assembleia, Junior Mochi (PMDB) disse, também por meio de nota, que a Casa possui rigoroso controle de presença dos funcionários e que está disposta a tomar medidas para não se afastar do compromisso da transparência.
Da redação
FOTO;Roberto Higa; Assessoria de imprensa da Al.




