Campo Grande(MS) – Geisy Garnes foi intimada depois de publicar matéria no dia 4 de novembro com o título “Na cara do chefe, delegada que investiga ‘mafiosos’ diz não confiar na polícia”. O texto narra como aconteceu desentendimento entre o delegado-geral, Adriano Geraldo Garcia, e a colega de profissão Daniela Kades, e áudio, revela o momento em que a delegada se nega a revelar detalhes sobre investigações da força-tarefa montada contra grupo ligado ao jogo do bicho.
Depois da reportagem Kades se tornou alvo da Corregedoria-Geral por “insubordinação grave em serviço” depois de contrariar o chefe e é nessa apuração que a Polícia Civil insiste em descobrir como a jornalista teve acesso ao áudio. A corregedoria pediu a íntegra da gravação por telefone. Depois, entregou intimação para que o áudio fosse disponibilizado presencialmente. Agora convocou Geise Carnes a prestar depoimento na sede da entidade.
O procedimento da Corregedoria da Polícia Civil foi criticado pelo professor de direito Constitucionalista e deputado Federal Fábio Trad(PSD) que avalia que a entidade deveria rever suas medidas . Para o deputado a medida da corregedoria da Policia Civil abre um grave precedente..
Ainda na sexta feira dia 03 de Dezembro, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindjor Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul manifestaram repúdio à intimação da jornalista , Geisy Garnes, pela Corregedoria da Polícia Civil. Walter Carvalho presidente do Sindjor disse que a assessoria jurídica da entidade vai acompanhar o depoimento da Jornalista.
Ouça a reportagem da Rádiowebms.
João Flores Junior




