Ouça; Fenaj e sindicato de jornalista reagem a demissão em Rio Branco

Campo Grande(MS) – O prefeito de  Rio Branco, capital do Acre, Tião Bocalon(PP)  demitiu o jornalista que fez uma pergunta que incomodou o presidente Jair Bolsonaro na quarta-feira, dia 24  de fevereiro,  durante uma coletiva no  Estado.  João Renato Jácome questionou Bolsonaro qual era sua posição em relação à decisão tomada na véspera pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ)  que anulou a quebra de sigilo Fiscal  do senador  e filho do presidente Flávio  Bolsonaro.  (Republicanos-RJ), no caso da “rachadinha”. O presidente não gostou da pergunta e encerrou a entrevista abruptamente, sem responder. “Acabou a entrevista”, anunciou.

No mesmo dia, o prefeito, que é aliado de Bolsonaro, exonerou João Renato do cargo de chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O jornalista afirma que estava de folga no dia, em função de decreto que estabeleceu rodízio na prefeitura por causa da pandemia e por ter trabalhado, mesmo assim, dez dias consecutivos, e atuava como freelancer (sem vínculo empregatício) do jornal O Estado de S. Paulo e do site local Notícias da Hora. O jornalista João Renato, disse que entende a posição do prefeito

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalon informa que que a exoneração de João Renato não tem relação com a pergunta feita por ele ao presidente. E que a demissão aconteceu porque o repórter estava em horário de serviço, trabalhando para o jornal Estadão. E disse que comissionado não tem folga .

A Fenaj, Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas do Acre classificaram  a exoneração de João Renato como censura e ato covarde.  E que a medida é  violenta e um  ataque ao jornalismo, bem como  uma afronta a liberdade de imprensa e o direito de acesso à informação,  garantidos pela Constituição.

Da redação

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