Campo Grande(MS) – Agentes da polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DECOR), terminaram investigação que desarticulou crime de fraude eletrônica conhecido como golpe do “falso advogado”.
A operação teve apoio operacional da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), através do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON) e das Delegacias de Polícia de Caarapó e de Juti, com diligências cumpridas nas cidades de Dourados e Juti/MS.
O crime consiste no contato com a vítima pelo aplicativo de mensagem, com os autores se passando pelo advogado responsável por um processo judicial real da vítima. Com o nome e a foto do verdadeiro profissional, convencem a vítima de que há obrigações financeiras urgentes a cumprir para a conclusão do processo. No caso investigado, a vítima — uma pessoa idosa — foi levada a realizar transferências para contas controladas pelo grupo criminoso. Os autores chegaram a tentar um segundo repasse de valor ainda maior, quando a vítima descobriu a fraude.
Os agentes descobriram que parte dos crimes foram feitos dentro de um estabelecimento prisional em Dourados/MS, por elementos durante o cumprimento de pena privativa de liberdade. As investigações também revelaram a participação de uma advogada regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, que teria atuado como elo central na dissimulação da origem ilícita dos valores obtidos com a fraude. Seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de estelionato eletrônico (art. 171, § 2º-A do Código Penal), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/1998) e organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), com penas máximas que, somadas, podem alcançar 26 anos de reclusão. Com informações da Delegacia Geral de Policia Civil DGPC.
Da redação
Foto DGPC.




