Campo Grande(MS) – Afastamento de três delegadas envolvidas no atendimento que resultou horas depois no feminicídio de Vanessa Ricarde, morta no dia 12 de fevereiro pelo ex-noivo Caio Nascimento, em Campo Grande, fez com que 12 servidoras colocassem os cargos à disposição para remoção da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
Na manhã desta terça-feira (18/2), Elaine Benicasa, titular da especializada, Riccelly Donha e Lucélia Constantino, que atenderam Vanessa, foram comunicadas sobre a decisão depois de reunião emergencial convocada pela Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública).
Horas depois, doze delegadas que atuam no local colocaram o cargo à disposição para remoção da unidade. Além da titular Elaine Cristina Benicasa, a adjunta Fernanda Barros Piovano, formalizaram a decisão, Patrícia Peixoto Abranches, Stella Paris Senatore, Analu Lacerda Ferraz, Larissa Franco Serpa, Karolina Souza Pereira, Marianne Cristine de Souza, Karen Viana de Queiroz, Rafaela Brito Sayao Lobato, Riccelly Maria Albuquerque Donha e Lucélia Constantino de Oliveira.
Todas entregaram um documento assinado em conjunto. O caso de Vanessa Ricarte, que chegou a pedir medida protetiva contra o ex-noivo na madrugada de sua morte, mas teve o pedido oficializado à tarde, reforçou as críticas à demora na resposta das instituições. Segundo relatos, uma delegada teria sugerido que Vanessa entrasse em contato com o agressor para que ele deixasse a residência, o que gerou revolta e questionamentos sobre os protocolos seguidos pela Deam. Os desdobramentos da crise na Deam seguem em andamento, com a Sejusp tentando reverter as demissões e estruturar um plano emergencial para garantir a continuidade dos atendimentos. O governo estadual ainda não se pronunciou oficialmente sobre as renúncias coletivas nem sobre possíveis mudanças nos protocolos da delegacia especializada.
Da redação
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