Campo Grande(MS) – A estimativa é do Ministério da Saúde, segundo dados do Relatório de Monitoramento Clínico do HIV. Enquanto 92% dos homens estão diagnosticados, apenas 86% das mulheres possuem diagnóstico; 82% dos homens recebem tratamento antirretroviral, já 79% das mulheres estão em tratamento e 96% dos homens estão com a carga viral suprimida, quando o risco de transmitir o vírus é igual a zero, mas o número fica em 94% entre as mulheres.
O diretor do Instituto Luiz Gama, Júlio César Silva Santos, acredita que o fato de as mulheres estarem cada vez mais subjugadas no campo da sexualidade, da proteção e das informações, acaba sendo o público mais vulnerável.
O levantamento revela que além das mulheres, as pessoas negras também fazem parte do público mais afetado pela doença. Conforme o novo Boletim Epidemiológico sobre HIV/Aids apresentado pelo Ministério da Saúde, do total de 61% das mortes, a maior parcela é de pessoas negras. Cerca de 30 pessoas faleceram de aids por dia no ano passado, e para o médico infectologista, Hemerson Luz, houve sim uma mudança significativa da população afetada pela doença.
A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu metas globais: ter 95% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas ; ter 95% dessas pessoas em tratamento antirretroviral e ter 95% com carga viral controlada.
Da redação
Foto; Brent Stirton , Getty Images




